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Resenhas sobre "Esses livros dentro da gente"


Esses livros dentro da gente, de Stella Maris Rezende Isabela Lapa
Que eu sou apaixonada por literatura eu acredito que todos vocês já sabem! No entanto, mais que as histórias contidas nos livros, eu admiro os escritores, que são aqueles que possuem o dom de encantar com as palavras e de nos transportar para universos imaginários e ao mesmo tempo tão reais. Em razão dessa enorme admiração, sempre penso no quanto essa tarefa demanda amor, atenção, estudo e dedicação incondicional. Todos esses meus pensamentos foram confirmados quando terminei a leitura de um livro encantador, escrito por Stella Maris Rezende e intitulado como "Esses livros dentro da gente". Nele, abusando da oralidade e demonstrando todo o seu amor pela escrita, Stella apresentou, por meio de versos curtos, dicas para os jovens leitores. Em meio a tanta magia que permeia o universo dos escritores, ela conseguiu ressaltar os aspectos principais para se criar uma história inesquecível: ler muito, estudar sempre, apreciar as coisas simples da vida, amar o próximo, valorizar cada momento, praticar atividades de rejuvenescem a mente, conhecer a língua portuguesa e as figuras de linguagem etc. Posso dizer que todas as dicas contidas no livro demonstram que para ser escritor é preciso ter coragem, persistência e ser fiel às próprias vontades e aos próprios desejos. Da mesma forma, é preciso inovar, observar, indagar e ver o mundo com um olhar apaixonado, um olhar de sonhos, de desejos e de esperança. É impossível descrever em uma resenha a mensagem do livro. Na verdade, trata-se de um trabalho impossível de ser resenhado, já que a simples tentativa reduz a sua grandeza e a sua beleza. Sem dúvida é uma leitura obrigatória não só para os jovens escritores como também para todos os amantes da literatura. Confesso que li todas as dicas de uma vez só, mas repassei cada uma delas milhares de vezes... Um livro doce, sincero, inteligente, encantador e inesquecível... Mais um para a minha coleção de leitura especiais e uma reafirmação do que eu já sabia: Stella Maris é uma escritora impecável! Por fim, preciso destacar as ilustrações do artista plástico Eduardo Albino, que conferiram um charme especial para a obra e conseguiram transmitir com delicadeza as dicas narradas pela escritora. Leiam! Encantem-se! Descubram seus talentos e valorizem a atividade mágica de criar histórias... Prêmios: O livro foi publicado no ano de 2002 e já recebeu alguns prêmios importantes: - Altamente Recomendável Para Jovens – FNLIJ - Catálogo da Feira do Livro de Bologna/2003 - Obra selecionada pela FNLIJ para Brazilian Book Magazine/2003 Uma dica: No site da Stella tem referências de sites para adquirir o livro. Eu aproveitei as opções e comprei o meu na Livraria Travessa, que entregou com muita agilidade e trouxe o exemplar em perfeito estado.

Universo dos leitores | Postagem: Esses livros dentro da gente, de Stella Maris Rezende | 8 de maio de 2014

Disponível no Universo dos leitores

 
"Esses livros dentro da gente", de autoria da professora, atriz, contadora de histórias e escritora STELLA MARIS REZENDE, com ilustrações do artista plástico EDUARDO ALBINI, é um convite a uma encantadora conversa, um desafio a que criemos nossos próprios textos. E como fazer? Stella Maris Rezende explica que é preciso saber olhar, com emoção e respeito, todas as coisas que fazem parte do cotidiano. A obra traz dicas de como escrever e propõe mudanças, que busquemos a leitura, da natureza, das pessoas, de tudo que faz parte do nosso cotidiano. Segundo Stella Maris Rezende, tudo o que nos rodeia tem algo a nos dizer. O eu-lírico da autora mostra uma visão otimista e bela sobre a vida, percebe-se uma crítica ou ainda uma angústia diante da correria do dia-a-dia onde não percebemos as coisas belas em tudo que nos cerca. A leitura de "Esses livros dentro da gente" nos deixa reflexivos com relação à rapidez e ao dinamismo que nos propomos a viver, a falta de tempo em contemplar o belo, o poético e a natureza. "Esses livros dentro da gente" é uma obra literária que é um incentivo a escrever, a criar... é por meio de versos que a autora aconselha o leitor a mergulhar profundamente no mundo mágico das palavras. Ainda por meio de seus versos faz com que o leitor observe tudo que está ao seu redor, e, portanto, se inspire, se indague, convide diversos autores a brindarem e fazerem parte de sua leitura e futura talvez escrita, pois tanto o leitor quanto o escritor deve ser livre. Stella Maris Rezende incentiva a leitura descompromissada, e o descompromisso aqui é com os didatismos impostos pelas escolas que para tudo têm uma intencionalidade que em nada auxilia na formação de um leitor, visto que ninguém forma ninguém em nada, deve sim é possibilitar que o leitor utilize sua voracidade, lhe permitindo o contato com o maior acervo possível. Essa obra é composta por 57 páginas. Cada página é um convite incessante e encantador para que o leitor, se for de sua vontade e prazer, se torne um escritor. "Esses livros dentro da gente" é marcado pelo desejo de encantar e ao mesmo tempo de inquietar o leitor. "Um livro maravilhoso escreve outros livros dentro da gente." O grupo recomenda como proposta emergencial a inserção dessa obra no acervo das leituras escolares, pois além de ser um guia para jovens escritores, trata-se de uma obra extremamente motivadora para que as crianças e os jovens possam se colocar na condição de escritores independentes e livres no que diz respeito à criação e à imaginação. A realização dessa atividade no decorrer de um curso de formação de professores leitores é algo indispensável, principalmente do ponto de vista da riqueza do conteúdo para uma reflexão do professor que posteriormente estará mais bem preparado para desenvolver junto aos seus alunos práticas de leitura literária.

UnB- Disciplina: Oficina do professor-leitor, Profª Sandra Vivacqua Von Tiesenhausen, com os alunos Camila Nakatani, Eder Gondim, Josivaldo Menezes, Leandro Freire, Naryane Mesquita, 2010.

 
Escrever e tecer. Escrever e viver. Escrever e ler. Estas são apenas algumas das relações tratadas neste livro de Stella Maris Rezende, destinado não apenas a jovens autores, como anunciado na capa, mas a escritores de todas as idades. Também se destina aos leitores de modo geral, aos professores, agentes de leitura e todo aquele que trabalhe com a palavra escrita. CEm linguagem poética e direta, o livro viaja pelos elementos essenciais que sedimentam e impulsionam o exercício da escrita: da leitura dos grandes clássicos ao banho de chuva, tudo o que nos estimula os sentidos e a poesia de ser. A autora sabe que, entre outras qualidades, um escritor precisa ser um leitor voraz, mas precisa igualmente trabalhar com a cabeça e o coração, alimentando-se da vida em todas as suas manifestações. De modo lúdico e eficaz, o livro sugere leituras diversas – de coisas, seres, lugares e pessoas. Stella – como a grande leitora que é – sugere objetivamente alguns textos de autores essenciais e eternos, como Rainer Maria Rilke, Lewis Carroll, Lygia Fagundes Telles ou Cecília Meireles, sabendo que quem quer escrever, escreve e, principalmente, vive com coragem e liberdade.

Suzana Vargas, escritora e mestre em Teoria Literária, diretora da Estação das Letras

In: Buriti, revista Proler, pág. 67, 2009

 
Segredos da contadeira
Admirar coisas sem nenhuma importância, ter um caderninho sempre à mão, saber ouvir mentira e chuva batendo no telhado, ser insatisfeito, ter a cabeça nas nuvens. Nada disso parece pertencer ao mesmo conjunto, até que se leia Esses livros dentro da gente, de Stela Maris Rezende. O subtítulo reforça a dica: Uma conversa com o jovem escritor. Há anos, a escritora visita escolas de Brasília para bate-papos com alunos. Inevitavelmente, escuta a pergunta: “Que dica você dá para o aspirante a escritor?” A resposta não é única, como se nota com a leitura do livro. É um caso de paixão sem remédio com a palavra, que se reflete até mesmo nesses detalhes: a editora se chama Casa da Palavra; a livraria onde será o lançamento hoje em Brasília, Esquina da Palavra. Stela confirma: “O que existe é a paixão, aflição gostosa, agonia saudável”. “Tem que tomar chá com Cecília e Clarice”, ensina Stela Maris. E também convidar outros autores. O texto passeia sempre pelos úteis conselhos, mas sem esquecer uma certa cadência, a sonoridade poética que as dicas podem ter. “Tem que saber ouvir o motor de poesia do vôo de um beija-flor”, recomenda. “Vê-lo ficar estátua, com as asinhas batendo pausas. E nada de imprudências, vê se deixa o beija-flor fazer o serviço dele”. Tem algo que Stela não diz, no livro. A respeito de planejamento. Mas a autora de 26 livros nunca começa uma história que saiba aonde vai dar. “Vem uma frase, eu fico brincando com ela, com alguma prosa, e a história se forma”. Herança de uma relação peculiar que Stela Maris teve com os irmãos e primos. Reunia todos em volta dela com a senha: ”- Quem quer ouvir uma história?”. Só então é que, rodeada de auditório, ela enunciava um “era uma vez” mágico, também sem saber que história seria, mas ela vinha, naturalmente. O método dava certo na infância, continua valendo hoje. Herança que mistura dupla influência: a vó Chiquinha, contadora nata, a tia Marta, a vizinha Marlene, a mãe Célia, “uma grande contadeira de histórias”, por um lado, na infância em Belo Horizonte (embora tenha nascido em Dores do Indaiá); e Guimarães Rosa, por outro, no que ele tem de “mineiridade”. Mas como definir isso, mineiridade? Stela Maris sorri, finge que não sabe, depois começa a dizer: “É assim uma visão de mundo introspectiva, sisuda, mas com muita ternura, ironia, uma certa melancolia”. E ainda: um uso constante de palavras inventadas. Tipo embondo (embondo quer dizer cheio de nove horas, estúrdio significa estranho, pantasma é variante de fantasma, indaqueiro é um inventor de moda. Se não ouvir essas, você ouvirá outras expressões parecidas quando falar com ela). “Todo escritor tem que observar, assuntar, ouvir muito”, completa. Mineiridade também se traduz num jeito de receber as visitas, num café passado na hora, hospitalidade aconchegante. Um jeito de vestir, discreto e cuidadoso, um sorriso tímido, firme. Outros indícios: ter em casa um quarteto de cães de várias raças. O weimaraner Júpiter, o beagle Téo, o pintcher Bóris e o pequinês Sávio. Ou uma escada no fundo do quintal da casa que não dá para lugar nenhum. Na verdade, dá em pequeno quartinho usado para guardar entulhos de reformas na casa. Uma jabuticabeira de 13 anos de idade que reúna a família para lhe catar os frutos duas vezes por ano também ajuda. Nas outras reuniões de família, os motivos para agregar serão outros. Entre a velha Olivetti Studio 46, onde nasceram os primeiros livros e mantida no escritório como um troféu, e o computador que permite rapidez nas correções (Stela Maris sabe: escrever é reescrever, e geralmente para cortar palavras), ela se equilibra gentilmente, pronta para dar dicas. “Quem quer escrever, escreve”, diz o texto de Esses livros dentro da gente. “Principalmente, se terminou de ler um livro maravilhoso. Um livro maravilhoso escreve outros livros dentro da gente. É preciso saber ler esses livros dentro da gente”.

CORREIO BRAZILIENSE, Brasília, quarta-feira, 27 de novembro de 2002

Paulo Paniago é mestre em Literatura Brasileira, jornalista e escritor

 
Neste livro, a autora convida o jovem leitor para uma conversa encantadora sobre a arte de escrever. Nos “conselhos” cheios de poesia, ilustrados com delicadeza pelo artista plástico Eduardo Albini, a autora convida meninos e meninas, e também “jovens” de todas as idades, a se envolverem pela magia das palavras e a aceitarem o desafio de criar seus próprios textos. Ao dialogar com um escritor imaginário – que somos todos nós, leitores – Stela Maris Rezende explica que o importante é saber olhar, com emoção e respeito, todas as coisas que fazem parte de nosso cotidiano. É neste universo, feito de coisas aparentemente sem importância, que a premiada escritora mineira vai buscar a inspiração para seus textos... E ela revela um “segredo” aos seus leitores: tudo o que nos rodeia tem algo a nos dizer. Stela Maris busca também na natureza as imagens com as quais representa, de forma sutil e única, o ofício do escritor. Uma bela forma de ensinar os jovens escritores a se debruçarem sobre as páginas em branco dos cadernos, ou sobre a tela do computador, em busca de novas histórias, participando desta eterna e mágica aventura da criação...

Catálogo da Editora Casa da Palavra, Rio de Janeiro, www.casadapalavra.com.br

Magda Frediani é especialista em Literatura Infantil e Juvenil, ensaísta e escritora

 

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